NOSSAS COLUNAS

Na minha época de faculdade, alguns professores diziam que textos longos não faziam sucesso na Internet. Se isso é verdade, meu gosto deve ser uma exceção e espero que o seu também seja. Sou jornalista, acredito no poder da informação e no ditado: “Quem procura conhecimento, deseja sempre mais”.

Em 9 de julho de 2010, deixei uma Declaração de Princípios na página principal do blog dedicada a uma velha amiga a quem prometi fazer sempre o meu melhor. Nos doze meses seguintes - entre outras atividades - pensei maneiras de integrar as plataformas deste espaço. Resolvi prestar uma homenagem à mesma pessoa que citei acima (eterna fonte de inspiração) ao tornar seu aniversário a data oficial do CINE 1895. Anualmente, um post comemorativo marcará o dia 9 de Julho.

Abaixo, você irá ler explicações referentes a cada coluna, lista relativamente pequena que nos próximos meses irá se expandir com novidades sobre Cinema, Literatura, HQs, Séries e filmes para TV.

Fui apresentado ao cinema quando tinha apenas quatro anos. Sou da geração do videocassete e de bons filmes na Sessão da Tarde. Faço parte de uma turma que assistiu Rocky, Indiana Jones, Edward Mãos de Tesoura, De Volta para O Futuro, Curtindo a Vida Adoidado, antes de completar 12 anos. Produções que continuam tão boas como nos anos 90 por conta da qualidade.  
 
 
Já cansei de tanto preconceito. A maioria das pessoas acha que a arte sequencial de uma história em quadrinhos é feita exclusivamente para o público infantil. Isso não é verdade. Alguém que faça tal julgamento, nunca leu Watchmen e jamais viu o traço e a temática de Sin City - esqueça os filmes baseados nas revistas, estou falando dos originais. Ou você vai dizer que Do Inferno foi feito para crianças?  

Sabe aqueles filmes que são bons e quase ninguém viu? Pois é. Alguns fracassam pela falta de interesse de um grande estúdio em distribui-los, outros por uma campanha de divulgação mal executada. O ator, atriz ou diretor comete um deslize na vida pessoal e o seu mais novo trabalho cai no ostracismo; uma pequena produção é posicionada na temporada de blockbusters. São algumas das várias possibilidades que levam projetos ao total esquecimento, sorte daqueles que ganham o status de cult ou são descobertos anos depois do seu lançamento.

Antigamente, poucas produções televisivas eram realmente boas. Nos últimos anos ou na última década, isso mudou. A qualidade técnica e a variação temática foram alavancadas pela migração de atores, diretores, roteiristas e outros profissionais do cinema para esse meio. Histórias que jamais seriam contadas, encontram formato adequado, financiamento e público como Angels in America, Você Não Conhece Jack e tantos outros.  


 
Quem nunca ouviu alguém dizer que prefere o livro ao filme? Eu sempre ouço. Muita gente não aceita o fato de uma obra cinematográfica ter vida própria e tende a compará-la ao original. É possível dizer que algo foi mais bem explorado em uma determinada mídia? Claro que sim. Mas para chegarmos a essa conclusão, precisamos oferecer chances iguais aos produtos. É preciso entender que as mídias possuem particularidades e são experiências distintas. Se me perguntassem o que é uma boa adaptação, eu diria é aquela que busca a essência do material base sem copiá-lo, oferecendo uma interpretação da história.  


                                            
Considerei não incluir esta coluna. Imaginei que confirmaria a ideia das animações como subgênero, mas resolvi olhar a coisa sob outro prisma. Apesar da visibilidade que a computação gráfica trouxe aos desenhos animados, é notório que uma grande parcela do público adulto não encara com seriedade e permanece tachando essa legítima forma de arte como algo feito somente para crianças. Como ignorar a complexidade de Toy Story ou a natureza filosófica de Ratatouille e UP?    
 
Por enquanto é isso. Leia cada texto, deixe seu comentário, participe das nossas redes sociais e ajude a construir o CINE 1895.